"E vós, como vedes o amor?"
- O amor é o doce e compreensivo companheiro da criatura em todos os dias da sua vida.
"Se esta é jovem, ei-lo que se apresenta, ardente e apaixonado, como no teu caso,
mas que segue adiante.
"O amor é calmo e ameno.
"Não incendeia paixões; dulcifica-as.
"Confundido com o desejo, permanece, quando este passa.
"Nunca se irrita; porque espera.
"Considerado como instinto, persiste, quando descoberto pela razão.
"Jamais perturba; pois que felicita e produz harmonia.
"O amor é claridade que permanece; é pão que nutre; é vida que se irradia da
vida.
"Mesmo quando não identificado, encontra-se presente, porque, sem ele, a vida não
existe ou perderia o sentido de
A jovem ardente, empalideceu, e, submissa à voz do amor, pediu ao mestre:
- Ensina-me a amar, eu que agora corro em busca do amor, sem dar-me conta que, em mim, ele
se deve irradiar, abrangente, em todas as direções.
- Não te apresses no amor, e descobrirás que já começaste a amar, quando sentires
necessidade de doar e doar-te sem desejares receber nada em retribuição.
(Eros, psicografia de Divaldo P. Franco,
no livro Em Algum Lugar no Futuro)